19.12.08

DO CONVITE AO ANTIGO DONO DA GdR


Recebi um mail assinado com "GdR". Respondi tratando os assuntos importantes, e, posteriormente, enviei um pedido de identificação ao autor daquele mail. Ou seja, até este momento estamos à espera de uma reposta ao primeiro mail e aguardo a devida identificação do autor que assinou com "GdR".

Temo más notícias.

Aguardemos

(ASCENDENS)

7.12.08

PRELÚDIO da SAUDADE do BEM ... GdR

6.12.08

VERSOS A FREI NUNO DE SANTA MARIA



Os pobres habitualmente acolhidos pelo Beato Nuno no convento dedicaram-lhe estes versos que ficaram:

"O gram Condestabre
Em o seu mosteiro,
Da-nos sua sopa,
Mai-la sua ropa
mai-lo seu dinheiro;

A benção de Deos
Cahio na Caldeira
De Nuno Alves Pereira,
Que abondo cresceo,
E todo-lo deo.

Se comer queredes
Non bades alem:
Don menga non tem,
Ahi lo comerdes,
Com lo bedes."

4.12.08

E O MIP ?!


Quem lembra o MIP (Movimento Igualista Português - Social Cristão Universalista Para a Única Justiça Social) ?


Assim permite o modernismo, tanto pela "justiça" republicana como pela "fidelidade" eclesiástica. Fica aqui uma circular do MIP, vivo nos anos 80:


(clique na imagem)


(clique na imagem)

AS ABELHAS (de Virgílio) I



"Nec vero a stabulis pluvia impendente recedunt
Longinus, aut credunt caelo, adventantibus Euris:
Sed cirum tutae sub moenibus urbis aquantur,
Excursusque breves tentant: et saepe lapillos,
Ut cymbae instabiles fluctu jactante saburram,
Tollunt: his sese per inanila librant."

(Porem, nem elas se afastam bastante longe dos cortiços, estando a chuva iminente, nem se fiam do tempo, soprando os (ventos) Euros; mas prudentes fazem aguada em volta, sob as muralhas da sua cidade (i. é: do apiário), e tentam excursões não afastadas, e muitas vezes levam pequenas areias, do mesmo modo que os barcos oscilantes (levam) areia, agitando-se a vaga; com estas (areias) elas equilibram-se através dos ares vagos.)

"Illum adeo placuisse apibus mirabare morem,
Quod nec concubitus indulgent, nec corpora segnes
In Venerem solvunt, aut foetus nixibus edunt.
Verum ipse e foliis nato et suavibus herbis
Ore legunt: ipsae regem, parvosque Quirites
Sufficiunt: aulasque et cerea regna refingunt.
Saepe etiam duris errado in cotibus alas
Attrivere, ultroque animam sub fasce dedere:
Tantus amor florum, et generandi gloria mellis.
Ergo ipsas quamuvis angustus terminus aevi
Excipiat (neque enim plus setima ductur aestas),
At genus immortale manet, multosque per annos
Stat fortuna domus, et avi numerantur avorum."

(Tu admirarás também que este costume tivesse agradado às abelhas, a tal ponto que elas nem se entregavam ao coito, nem ociosas entregam o corpo ao prazer de Vénus, nem dão à luz os filhos com esforços, mas elas mesmas recolhem com a boca os filhos, das folhas e dos pequenos Quirites (i. é: cidadão), e retauram os palácios e reinos de cera. Muitas vezes também quebraram as asas, errado em rochedos duros, e espontâneamente deram a vida sob a carga. Tamanho é o amor das flores e a glória de produzir o mel! pois, ainda que o termos duma vida tão curta as surpreenda, (nem, com efeito, mais do que um sétimo Estio é vivido por elas), entretanto, a raça permanece imortal, e a fortuna (ou a sorte) da família subsiste durante muitos anos, e são contados os avós dos avós.)

Original de Públio Virgílio Marão, traduzido por Nicolau Firmino. Fonte: "As Abelhas", edição biligue, Académia de D. Felipa, R. Desidério Beça 2, LISBOA (1966)

A EL-REY

OS CAVALEIROS DE ALMACAVE


De capa e volta, de calção e vara,

hei-de ir, Procurador do meu Concelho,

falar ao Senhor-Rey com fala clara,

dizer-lhe uma oratória que aparelho!


Cortes-Gerais. O Reyno se prepara

p'ra ouvir a voz dos Povos em conselho,

Monforte ao Banco-Doze me mandara.

Real! Real! - e incline-se o joelho.


Ó Deus de Ourique, cumpre o prometido!

Leva-nos contra os novos muçulmanos,

- nós somos livres, livre é o nosso Rey!


Eu reconheço-lhe o morrião florido.

Onde eu me achava há setecentos anos

com ele, já erguido, me encontrei!


(António Sardinha)

3.12.08

CATEQUESE DO REI DOS REIS


SOBERANO DOMÍNIO DE DEUS SOBRE AS SOCIEDADES
I

É Católico? Sim?!

"Creio em Deus, Pai todo poderoso, Criador do céu e da terra, e em Jesus Cristo o seu Filho único, Nosso Senhor." (Símbolo dos Apóstolos)

"Creio num só Deus, Pai todo poderoso, que criou o céu e a terra, as coisas visíveis e invisíveis. Creio num só Senhor, Jesus Cristo, Filho único do Pai."

Há uma dependência absoluta de todas as coisas a Deus, evidentemente. A crença protestante supõe um criador que ter-se-ia retirado depois de ter criado deixando um mecanismo de leis que por si regulariam a existência, o homem estaria assim entregue a este mecanismo natural e auto suficiente; eis a marca do "naturalismo".

Um Rei reinará tanto mais legitimamente quanto mais o fizer com a consciência de que faz apenas a vontade de Deus. Pelo contrário o Rei fragmentaria o Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo e tomaria para si uma parte, ao serviço das suas crenças e desejos (mesmo que esses desejos sejam os do povo).

"O homem foi criado para alcançar Deus. Ele deve compreender que foi criado neste desígnio e deve querê-l'O alcançar. Ora Deus colocou o homem em condições tais, que não pode senão viver em sociedade. Portanto, enquanto ser sociável, o homem deve ter como propósito final e supremo: Deus. Sustentar a posição contrária seria afirmar que o homem encontra o fim da sociedade na sociedade mesma, o que seria uma idolatria." ("Jesus Cristo Mestre e Rei das Nações" pag. 11)

Continuará...